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Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

27 Jan, 2015

Alimentos a evitar

No ultimo post falei dos alimentos que compõem a minha dieta, hoje vou falar daqueles que evito e/ou que raramente como.

leite_pao.jpg

 Ao dia de hoje os que estão completamente riscado da minha lista:
- Leite e derivados;
- Refrigerantes;
- Bebidas alcoólicas;
- Café (nunca bebi, por isso não posso dizer se é bom ou mau);
- Frutos secos (noz, amêndoa,...); Update Janeiro 2017
- Fruta com casca;
- Legumes de folha verde como a couveUpdate Abril 2018 -> Reciomecei aos poucos a introduzir novamente legumes de folha verde, sobretudo espinafres que como na sopa e batidos de fruta

- Feijão, grão, favas, ervilhas; Update Janeiro 2017 -> Em 2016 recomecei a comer leguminosas, sobretudo feijão e grão, pelos seguintes motivos: Anti-inflamatório natural


O que raramente como:
- Pão (devido ao fermento é algo que apenas como esporadicamente);
- Bolos/bolachas/chocolates/doces (o açúcar torna o intestino muito ácido, por isso apenas esporadicamente como um bolinho caseiro, mas nada de cremes e afins; outras vezes e ainda com menos frequência como um chocolate que não contenha leite, lactose e glúten). Update Janeiro 2017 -> No final de 2015 deixei de consumir por completo alimentos que contivessem açúcar, saibam porquê: Verdadeira realidade sobre o açúcar

23 Jan, 2015

A minha Dieta

Sendo a Colite Ulcerosa uma doença que afeta o intestino grosso, é com naturalidade que a alimentação tenha um papel importante no nosso bem estar. A alimentação não cura a colite, mas uma dieta adequada reduz a sua atividade, aumenta o estado de remissão ou pode ainda evitar o despoletar de uma nova crise.

 

Ao longo dos anos tenho adaptado a minha alimentação ao meu estado de saúde, mas desde Abril de 2014 que com mais dedicação, pesquisa e experiências o tenho feito. Nessa altura comecei por riscar do meu plano alimentar alguns alimentos que podiam desencadear crises ou mesmo agravá-las e aos poucos introduzo novos alimentos e simultaneamente registo num diário as alterações que senti e caso não tenha identificado nenhuma, mantenho esse alimento no meu plano.

 

Esta doença é muito pessoal e cada caso em caso, um alimento que eu possa tolerar pode ter um efeito oposto noutra pessoa, por isso aqui deixo apenas indicações de acordo com a minha experiência pessoal.

Dieta-saudavel3.jpg

 
Bebidas:
Água engarrafada (não bebo mais nenhum tipo de bebida).

 

Fruta:
Banana;
Maça;
Pêra;
Melão;
Pêssego;
Sobretudo fruta da época e produzida em modo biológico;

Esporadicamente consumo outros frutos como a melancia, mas nunca frutos com um alto nível de acidez como a laranja ou ananás (consumo ananás, visto que que sua acidez verifica-se apenas a nível das papilas gustativas e não se traduz no restante organismo - ATUALIZADO 16/11/2017)
 
Carne:
Carne branca (grelhada, assada);
Evito comer carne vermelha, devido ao alto nível de bactérias e por aumentar o risco de cancro colorretal.

(Não consumo carne há mais de 1 ano - ATUALIZADO 16/11/2017)

Peixe:
Qualquer tipo de peixe, mas procuro comer mais os ricos em ómega-3 como a sardinha e cavala

 

Acompanhamentos:
Arroz;
Massa;
Batata (cozida, assada, esporadicamente a frita).

 

Vegetais e legumes:
Cenoura;
Abóbora;
Chu-chu;
Beringela;

Alho francês;
Courgette.

 

Temperos:
Sal;
Alho;
Cebola;
Coentros;
Salsa;
Azeite;

Molho de tomate caseiro.

 

Outros:
Ovo;
Atum em lata;
Cogumelos;
Pão branco torrado;

Bolachas de arroz biológicas.

A 12 de Janeiro fiz mais umas análises clínicas e a conselho médico fiz um pequeno ajuste na medicação, com a diminuição do salofalk e iniciei um novo medicamento homeopático para aumentar os leucócitos e neutrófilos que já estão com valores muito próximos do normal, mas precisam de um pequeno reforço.

 

- Infliximab (tratamento biológico de 8 em 8 semanas);

- 1,5g salofalk grânulos;

- 2 grânulos de ferrum phosphorium 5CH (homeopático);

- 2 grânulos de siliceo 30CH (homeopático);

- 5 gotas de intestino 7CH (homeopático);

- 2 grânulos do composto arsenicum álbum 5, 9, 15, 30, 200CH (grânulos).

Ontem fiz mais um tratamento biológico com infliximab, à semelhança dos anteriores na véspera fiz análises ao sangue que revelaram um aumento dos leucócitos e neutrófilos, estando praticamente dentro dos valores de referência.

Claro que foi com grande satisfação que recebi o resultado das análises, porque como tinha partilhado em posts anteriores, estes valores estavam abaixo do mínimo de referência e se assim se mantivessem poderia ter de mudar de tratamento. 

natalben.jpg

 

salofalk.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

O aumento destes valores podem dever-se a estar a tomar Natalben lactação ou pode ser uma adaptação (lenta) do organismo a ter passado o salofalk gránulos de 4,5g para 3g.

Hoje 12 de Janeiro de 2015, Cristiano Ronaldo venceu a 3ª bola de Ouro que premeia o melhor jogador do Mundo de futebol.

 

 ronaldoSIM.jpg

Como Português é um enorme orgulho ver um compatriota que trabalha para ser o melhor, ultrapassar todos os obstáculos e bater todos os recordes ser reconhecido internacionalmente, mas o que gostaria de destacar é o "SIM" do Cristiano no final do discurso que o consagrou.  

Para mim este grito é o libertar da tensão, da pressão, enfim foi a forma que ele utilizou para exteriorizar o que estava a viver naquele momento tal como o estava a sentir!

 

Isto fez-me refletir mais uma vez sobre a minha saude, eu e provavelmente outras pessoas que têm colite ulcerosa temos dificuldade em exteriorizar o que sentimos. Acontece-me nos bons momentos em que controlo-me para não libertar o meu "SIM", mas sobretudo nos maus momentos, em que também não exteriorizo os sentimentos e depois estes transformam-se em raiva, frustração,... e "atacam-me" durante dias o que naturalmente prejudica o estado dos meus intestinos e da saude em geral.

 

A boa noticia, é que estou ciente disto e trabalho diariamente para inverter a situação, durante esta mesma gala de atribuição do prémio ao Cristiano, ao ouvir "The winner is Cristiano Ronaldo" consegui libertar o sentimento de alegria e satisfação que tive ao ouvir aquela noticia.

 

Guardar

No ultimo post falei de algumas formas que utilizo para baixar a intensidade dos problemas, neste post partilho outra dica que também utilizo para "dar a volta".

 

Alguém consegue manter-se satisfeito e realizado durante um longo período de tempo tendo pensamentos positivos?

Eu apenas consigo até aparecer a primeira/segunda adversidade, porque estes pensamentos não têm uma base sólida por trás. Para mim o que tem mais impacto são as acções do que os pensamentos.

 

Por isso a ferramenta que utilizo para tentar manter-me num nível razoável de otimismo é agir. Por exemplo, no início dos anos além de definir objetivos para o ano, também estabeleço um prazo para os alcançar e com frequência revejo os mesmos e entro em ação, gerando desta forma uma onda positiva porque estou a lutar por algo que me realiza e fazendo uma ação positiva que cria em mim também uma atmosfera de otimismo.

 

E quando estamos em crise?

Pois é, os pensamentos positivos definitivamente não funcionam e as ações só funcionam quando são na busca da solução para o problema. Se esta for na exploração de vários caminhos (como está a acontecer comigo desde a ultima crise) e se além disso ainda houver capacidade para agirmos com o objetivo de alcançarmos outros patamares, então o sol começará a brilhar com mais intensidade!

 

 

 

06 Jan, 2015

Dar a volta...

Dar a volta é uma expressão muitas vezes utilizada quando queremos inverter uma situação que caiu num estado que não nos é favorável.
Por vezes as pessoas dizem "tens de pensar positivo", mas como é que podemos fazê-lo quando estamos com uma crise de colite? Ou quando os problemas surgem em catadupa que nem nos dão espaço para respirar? Quando tudo parece que corre mal?

onda.jpg

Eu já tive algumas crises de colite, problemas como todas as pessoas, alturas em que o mundo parece desmoronar-se sobre os meus ombros...
Apesar de ao longo dos anos ter lido, investigado, enfim aprendido a viver de acordo com os padrões que considerava os melhores, apenas em 2014 após o surgimento de mais uma crise é que houve um click e comecei a juntar as peças do puzzle e com mais um esforço pela busca de uma solução para a doença estou a "dar a volta" e quero partilhar alguns truques que tenho aplicado:

1) Quando tenho um problema a 1ª coisa que faço é baixar a intensidade do mesmo, como?
Fazendo perguntas poderosas:
a) O que posso fazer neste momento que dependa de mim?
Se não pudermos fazer nada e se continuarmos ligados ao problema só nos vai consumir energia e deixa-nos mais deprimidos.
b) O que há de tão grande nesse problema?
Esta pergunta serve para relativizar o problema e ajuda-nos a compará-lo com outros.
c) O que posso aprender com esta situação?
Da resposta a esta pergunta pode sair informação que com certeza será muito útil no futuro.

 

Por si só estas perguntas não resolvem o problema, mas baixam a sua intensidade, o que é essencial quando falamos de saúde, sobretudo em doenças como a colite em que as nossas emoções interferem diretamente com o bem estar físico.

 

Nos próximos posts partilharei outras dicas que utilizo para "dar a volta".