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A verdadeira realidade sobre o açúcar!

23.02.16 | André

A dieta ocupa um papel central e determinante para a gestão dos níveis inflamatórios do intestino. O consumo excessivo de alimentos processados, de índice glicémico (IG) elevado, com gorduras prejudiciais (saturadas e hidrogenadas) associado a uma ausência de alimentos de origem vegetal, ricos em moléculas anti-inflamatórias e gorduras saudáveis, traduz-se num ambiente orgânico pró-inflamatório com as respetivas consequências para a saúde.

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Os hidratos de carbono simples (açúcar) fornecem as chamadas "calorias vazias", pois apresentam falta de vitaminas, minerais e fibras. Uma das recomendações para começar a controlar os sintomas da colite ulcerosa é eliminar estes hidratos de carbono. Os açúcares refinados podem causar uma série de problemas, podem criar um problema de pH anormalmente elevado (muito ácida) na parte inferior do intestino, este, por sua vez, perturba a flora bacteriana normal do cólon e pode ser uma razão para a diarreia crónica. O açúcar também ajuda a alimentar certas formas de bactérias e fungos que podem ficar fora de controle e causar infeções sistémicas.

 

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Já em 1931 o biólogo alemão Otto Warburg recebeu o prémio Nobel da Medicina por descobrir que o metabolismo dos tumores malignos estava dependente da glicose.

A célula cancerígena obtém energia através da fermentação do açúcar sem recorrer ao oxigénio, ao contrário da célula saudável que obtém energia através da oxidação. 

 

 

 

Quando consumimos açúcar ou hidratos de carbono simples, os níveis de glicose sobem rapidamente no sangue. O organismo produz insulina para mobilizar a glicose para as células. Essa subida de insulina é acompanhada pela libertação de IGF-1.
Ambas as hormonas promovem o crescimento das células além de promoverem os fatores inflamatórios, funcionando como fertilizantes para os tumores.

 

Vários estudos mostram os malefícios dos hidratos de carbono simples, um dos quais sugere que uma dieta rica em alimentos com um índice glicémico (IG) e carga glicémica (CG) elevada, estão associados a um aumento do risco de vários cancros, como o da próstata (26%), colorretal (28%) e do pâncreas (41%).

 

Outro estudo epidemiológico sugere que a dieta ocidental rica em gorduras, com muitos hidratos de carbono simples, está fortemente associada com o desenvolvimento das doenças inflamatórias intestinais, contrariamente a uma dieta rica em fruta, vegetais e ácidos gordos ómega-3 poli-insaturados que são protetores para este tipo de doenças.

 

Todos os alimentos processados, não integrais ou refinados (por exemplo: farinhas, arroz, pão, além dos bolos, bolachas,...) têm um IG alto, o que significa que é a grande maioria dos alimentos que consumimos, enquanto que os alimentos com mais fibra (por exemplo: frutos secos, fruta,...) têm um IG inferior, fazendo com que o nível de açúcar no sangue se mantenha mais baixo. 

 

Falando um pouco da minha experiência com a colite e como eu olho para a relação com o açúcar, é oportuno dizer que nas crises que eu tive até 2013 não deixei de consumir por completo alimentos que contivessem açúcar e estas crises foram bastante intensas, com vários sintomas associados à doença, como diarreia, várias evacuações/dia, etc,...durante a crise que tive em 2014 não consumi alimentos que contivessem açúcares refinados, assim como na fase que ainda estou a atravessar (inflamação ativa, com perdas de sangue) e o resultado foi e está a ser "apenas" perda de sangue, não tive/tenho diarreia, nem outro sintoma associado à doença.

 

Há alguma relação?

Não tenho dúvidas que sim, não é mera coincidência. 

 

Veja a peça de jornalismo exibida no programa “60 Minutes”:

 

 

Referências:

Um passo atrás, e agora? Dois à frente?

19.02.16 | André

Quando estamos a ver um filme, olhamos, vemos, analisamos, desfrutamos, criticamos, amamos,...envolvemo-nos, mas conscientemente conseguimos manter um certo distanciamento!

E quando somos a personagem principal desse filme?

 

Torna-se mais complicado manter esse distanciamento, não é?

Por vezes apetece "carregar na pausa" para termos tempo para processar a informação antes de agir, porque quando não conseguimos "criar" essa "pausa" acabamos por reagir às circunstâncias e certamente por vezes suportamo-nos em pressupostos que não são os mais fiáveis.

Estas reações também são fruto das dificuldades que temos em gerir as nossas emoções e analisar com algum distanciamento o que está a acontecer naquele momento sem julgamentos.

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Como tenho partilhado, desde Agosto que estou a perder sangue regularmente, são quase 7 meses, é muito tempo, nas últimas semanas tinha notado francas melhoras, mas há sensivelmente 1 semana surgiu um stress na minha vida, em que eu apesar de o ter enfrentado com mais naturalidade do que o fazia até então, os meus intestinos ressentiram-se e já deram o alerta, e comecei a sangrar mais.

 

Ao perceber o que está a acontecer com o meu corpo e como a minha postura perante a vida prejudica a minha saúde, vejo 3 alternativas:

  • Revoltar-me com o que está acontecer;
  • Aceitar o que está a acontecer e resignar-me;
  • Aceitar o que está a acontecer e procurar, experienciar, testar,...novas alternativas para que possa melhorar e atingir o estado que ambiciono que é o da cura plena.

 

Claramente que optei pela última hipótese, olho para esta situação que estou a vivenciar como 1 passo atrás no processo que estava a ter, mas dá-me mais "estofo" para dar 2 passos à frente.

 

Nem sempre consigo manter uma postura positiva perante as adversidades, mas felizmente nos últimos meses tenho procurado e acabei por encontrar pessoas e momentos que me têm permitido ter esperança e feito acreditar que é possível vencer este jogo, porque não passa disso mesmo, de um jogo!

 

Aproveito para fazer um agradecimento especial ao meu amigo Gabriel Mateus, que através do seu conhecimento, visão e postura perante a vida, tem-me mostrado e feito acreditar com dados mensuráveis que a cura depende muito mais de nós próprios, do que muitas vezes imaginamos. Obrigado!

A palavra mágica

16.02.16 | André

Como é que se consegue viver sem dor? Como é que podemos esquecer alguém que nos faz falta? Como podemos ser felizes sem sofrimento? Como podemos viver cada momento como ele está realmente a acontecer?

 

As doenças surgem, as pessoas partem, as separações acontecem, as dificuldades aparecem,...podemos resistir, ser fortes, lutar, batalhar, remar contra a maré e no final? Como nos sentimos?

 

Aceitação é a palavra mágica, mágica porque transforma, aceitarmo-nos tal como somos, aceitarmos os outros, aceitarmos os factos, aceitarmos a doença, aceitarmos as dificuldades, aceitarmos a solidão,... ACEITARMOS  A VIDA, quando aceitamos remamos a favor da maré!

 

Quando a circunstância é boa, devemos desfrutá-la; quando não é favorável devemos transformá-la e quando não pode ser transformada, devemos transformar a nós mesmos - Viktor Frankl

 

Terminei recentemente a leitura do livro "Educar com Mindfulness" da Mikaela Oven, à partida poderia pensar-se que é um livro apenas para pais e foi com essa intenção que o comprei, mas este livro é muito mais abrangente, é dirigido a todas as pessoas que querem evoluir, crescer, melhorar, tornar-se saudáveis, tendo relações ainda mais saudáveis.

 

As emoções têm um papel importante em muitas doenças, como as doenças inflamatórias do intestino, também por isso recomendo a leitura deste livro, o mesmo pode ser transformador na gestão das emoções de quem aceite a sua leitura e esteja disposto a crescer para um nível nunca antes atingido.

 

Partilho um trecho do livro e um vídeo da Mikaela.

 

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É importante esclarecer o que é, realmente, a aceitação. É uma palavra fácil de utilizar mas difícil de aplicar, se não soubermos exatamente o que queremos dizer quando a utilizamos.

Quando falo de aceitação estou a falar de uma constatação de factos. Quando aceita, está bem com o que é. Não luta contra o que é porque entra em sofrimento. Quando aceita, está em paz com o fluir da vida.

A aceitação é frequentemente confundida com a aprovação, apesar de serem dois conceitos bem diferentes! Aceitar não significa não agir ou não mudar nada. Pelo contrário, quando aceita, está, provavelmente, a abrir caminho para ver com mais clarividência as alternativas de que dispõe. Acredito até que, para conseguir mudar alguma coisa a sério, tem primeiro de aceitar a situação que tem à sua frente. Mais ainda, pode aceitar as escolhas que alguém faz, ainda que não as aprove. Aceitação também não quer dizer gostar, concordar ou desistir.

 

Quando aceita, escolhe ver, ter e viver a realidade interna e externa sem tentar fugir, evitar, afastar ou julgar. Aceita que os seus pensamentos, emoções e crenças são o que são, e que são isso mesmo! Aceita o que acontece à sua volta também é isso mesmo: o que é!

 

Em alguns contextos, aceitar significa ter a consciência que não podemos fazer nada, e que não vale a pena esforçarmo-nos para mudarmos alguma coisa. Quando lutamos contra uma realidade que não podemos modificar, ao invés de a aceitarmos, aumentamos o nosso sofrimento. Mas o grande paradoxo é que, quando aceitamos as coisas como elas são, e quando nos aceitamos como somos, podemos mudar. É curioso e caricato, não é? Quando consegue olhar para si e para o que se passa consigo com algum distanciamento sem julgar e sem tentar mudar, possibilita a mudança...

 

 

 

 

Brownies batata doce e avelãs sem açúcar

10.02.16 | André

Como não consumo açucares refinados há alguns meses e como me apetecia algo doce, juntei 2 ou 3 receitas e criei os meus brownies de batata doce e avelãs sem açúcar. É muito fácil de fazer, saudável e bastante agradável ao paladar.

 

Ingredientes:

  • 600g batata doce cozida
  • 120g de avelãs trituradas
  • 4 colheres de sopa de cacau em pó (usei iswari)
  • 100g de farinha de arroz integral
  • 100g de bebida de amêndoa e coco
  • 150g pasta de tâmaras
  • pitada de sal

 

Preparação:

  • Comecei por tostar um pouco as avelãs, colocando-as numa frigideira durante uns minutos e ir mexendo
  • Triture as avelãs e reserve

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  • Coza as batatas doces com casca
  • Depois das batatas cozidas e descascadas, junte-as à pasta de tâmaras e triture até atingir uma pasta consistente
  • Junte os restantes ingredientes (avelãs trituradas, cacau, farinha, pitada de sal e bebida de amêndoa e coco) numa taça e envolva-os bem
  • Junte o preparado anterior com a pasta de batata e tâmaras e mexa bem
  • Coloque tudo num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno durante 20 ~ 25m
  • Corte no formato que quiser e bom apetite!

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Informações complementares:

  • A batata-doce, ao contrário da batata comum, é muito rica em beta-caroteno, luteína e antocianidinas, fotoquímicos com propriedades anticancerígenas. Quanto mais cor-de-laranja for a batata, mais rica será em carotenoides. Cerca de 80% da proteína da batata-doce funciona como um inibidor de protease com um potencial anticancerígeno. Comparado com outras forma de cozinhar, cozer as batatas-doces em água retém mais do seu potencial antioxidante. Além disso, a batata-doce cozida tem cerca de metade do índice glicémico daquelas que são assadas;
  • Os frutos secos são fonte de gorduras saudáveis contribuindo para a saúde cardiovascular. Poderão também diminuir o risco de cancro colorretal, do endométrio e do pâncreas.Tal como outras oleaginosas, as avelãs são ricas em gorduras monoinsaturadas, as quais estão associadas a uma diminuição de risco de doença cardiovascular. São também ricas em fibra, vitamina E, manganésio, cobre, magnésio, vitamina B6, folato, ferro e algum cálcio;
  • As tâmaras, embora muito doces, são muito ricas em fibra, vitaminas e minerais, o que poderá explicar o facto de vários estudos sugerirem que tenha um índice glicémico baixo, sendo tolerado mesmo por diabéticos. Por serem muito versáteis, podem ser utilizadas em muitas receitas doces, substituindo o açúcar branco;
  • O cacau não fermentado tem uma concentração de polifenóis de 7g em 100 g. O cacau em pó, a parte do fruto sem a gordura, tem uma das concentrações mais altas de polifenóis de qualquer alimento. Quando consumido com leite, a absorção dos polifenóis presentes no cacau é inferior.

 

Medicação - Fevereiro 2016

08.02.16 | André

Neste momento a terapia com infliximab não está a ter os resultados pretendidos, perante este cenário o meu médico homeopático alterou a medicação alternativa, a qual já iniciei e prolongar-se-á por 3 semanas, após este período fará-se-á um balanço. De igual forma e devido aos níveis de vitamina D serem insuficientes, também comecei a tomar um suplemento desta vitamina.

Assim, suspendi por instantes o probiótico e o suplemento de ómega-3 que estava a tomar.

 

Resumindo, atualmente estou a tomar a seguinte medicação:

- Infliximab 10mg/Kg (tratamento biológico de 6 em 6 semanas);

- 4,5g salofalk grânulos;

- 3x dia 3 grânulos Ipecacuanha 9CH (homeopático);

- 3x dia 3 grânulos Mercurius Dulcis 5CH (homeopático);

- 3x dia 3 grânulos Ferrum Sulfuricum 5CH (homeopático);

- 3x dia 3 grânulos Acidum Nitricum 5CH (homeopático);

- 3x dia 3 grânulos Argentum Nitricum 5CH (homeopático);

- 3x dia 10 gotas Podophyllum compositum (homeopático);

- 5000iu / dia suplemento Vitamina D.

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Ano Internacional das leguminosas: porque é que fazem tão bem?

05.02.16 | André

2016 é o ano internacional das leguminosas, como recentemente reintroduzi-as na minha alimentação, achei importante partilhar uma noticia publicada no portal Sapo.

 

 

 

2016 foi declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Leguminosas. São alimentos muito completos do ponto de vista nutricional. Ana Rita Lopes, Nutricionista do Hospital Lusíadas Lisboa, explica-nos tudo.

As leguminosas são grãos/sementes que crescem em vagens, sendo consumidas pelos seres humanos desde o início do cultivo agrícola. As leguminosas podem apresentar-se sob diversos formatos, como por exemplo: secas, frescas, congeladas, em conserva prontas a consumir ou a granel.

Em Portugal, a disponibilidade média das leguminosas secas por ano é de aproximadamente 4,1kg por habitante. Apesar dos solos portugueses e das condições climatéricas serem propícias à produção deste alimento, a produção nacional representa apenas 0.04% da produção mundial. A produção nacional das leguminosas apresenta inúmeras vantagens, entre as quais: importância para a fixação de azoto aos solos, produção de matéria orgânica e combate à erosão, alimento completo do ponto de vista nutricional.

A Dieta Mediterrânica promove o consumo de pelo menos duas porções de leguminosas por semana. Já a Roda dos Alimentos Portuguesa refere que a quantidade diária recomendada de leguminosas é de 1 a 2 porções, sendo que uma porção corresponde a: 1 colher de sopa de leguminosas secas cruas (25g) ou 3 colheres de sopa de leguminosas frescas cruas – ervilhas e favas (80g) ou 3 colheres de sopa de leguminosas secas/frescas cozinhadas (80g).

Estes alimentos são muito completos do ponto de vista nutricional, fornecendo quantidade importante de proteína de origem vegetal. Quando o seu consumo é conjugado com cereais, fornecem todos os aminoácidos essenciais ao nosso organismo. Além de importantes fontes proteicas, são excelentes fontes de hidratos de carbono complexos e fibra, com inúmeras vantagens, como: promoção da saciedade, redução da absorção de colesterol e manutenção dos níveis de glicémia estáveis. Apresentam, ainda, um elevado aporte de potássio, fósforo, magnésio, ferro e zinco e vitaminas do complexo B (tiamina, vitamina B6 e ácido fólico).

Saliento que estes alimentos para além do seu ótimo valor nutricional apresentam um custo reduzido, pelo que contribuem para o bom estado nutricional da população e para a melhoria da economia e sustentabilidade do país.

Por Ana Rita Lopes, Nutricionista e coordenadora da Unidade de Nutrição do Hospital Lusíadas Lisboa

 

Referência:

 

Fator pouco conhecido que pode afetar as DII

02.02.16 | André

A vitamina D é uma hormona produzida pela pele quando exposta ao sol. Uma das ações mais importantes desta vitamina, é regular o funcionamento do sistema imunitário.
Perante uma deficiência de vitamina D o sistema imunitário pode perder a sua capacidade de detetar corretamente as células que pertencem e as que não pertencem ao seu organismo e pode desencadear um processo de agressão contra células e tecidos da própria pessoa, agravando assim as doenças auto-imunes, como são as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).

 

Há evidências que os pacientes com DII têm maiores probabilidades de ter deficiência de vitamina D, quando comparados com pessoas sem esta patologia. Alertado para este facto fiz análises sanguíneas que mostram o nível de Vitamina D, as quais como seria de esperar identificaram insuficiência da mesma.

 

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O papel exato da vitamina D na colite ainda é desconhecido; no entanto, a vitamina D regula o sistema imunitário e a barreira intestinal, os quais podem ser protetores nas DII e cancro do cólon. Vou iniciar uma suplementação de vitamina D para regular os níveis da mesma.

 

Referências: