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16 dias depois

28.03.16 | André

Na semana passada estive em mais uma consulta com a médica de Gastrenterologia, que reforçou a ideia de eu voltar a tomar corticóides no caso de, até ao próximo tratamento com infliximab (14 de Abril) não sentir melhoras.

 

Devido ao cepticismo dos médicos de medicina convencional, e à sua grande resistência em aceitar que pode haver alternativas além dos medicamentos convencionais, pouco tenho falado com a minha médica sobre o caminho alternativo que tenho feito em busca de uma solução.

Como oportunamente partilhei neste blog, há 16 dias atrás, comecei a tomar um novo medicamento homeopático, e durante este período tenho verificado que estou a perder menos sangue - melhoras que ainda não tinha experienciado nos últimos 8 meses durante um período tão alargado. Este feedback do meu organismo leva-me a acreditar ainda mais que estou no caminho certo!

 

A melhor proteína

17.03.16 | André

Qual a diferença entre a proteína animal e a vegetal?

 

A proteína animal tem mais aminoácidos que contêm enxofre, que no intestino podem transformar-se em sulfeto de hidrogénio. Existem evidências que as componentes do sulfeto têm um papel importante no desenvolvimento de doenças inflamatórias do intestino e danificar o ADN. Uma dieta de base vegetal promove a produção de mais acetato e butirato que é um ácido gordo de cadeia curta e tem uma ação anti-inflamatória no intestino.

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Um estudo epidemiológico efetuado em França com mulheres entre os 40 e 65 anos, mostrou um aumento do risco de contrair uma doença inflamatória intestinal naquelas que consumiam com regularidade proteína animal, sobretudo da carne e peixe, não sendo identificado com os ovos.

 

Referências:

  1. Animal protein intake and risk of inflammatory bowel disease, Université Paris Sud. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20461067;
  2. Contribution of dietary protein to sulfide production in the large intestine, Dunn Clinical Nutrition Centre, Cambridge. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11101476

 

Medicação - Março 2016

15.03.16 | André

Nos últimos dias comecei a sentir algum cansaço nas pernas, não sei se resultado da doença, se não passa disso mesmo, cansaço. A medição prescrita pelos médicos da medicina tradicional e da alternativa, não estão a ter resultados visíveis. Enquanto os médicos da medicina tradicional começam a falar-me em tomar novamente corticoides, o médico homeopata alterou-me mais uma vez a medicação.

 

De momento estou a tomar a seguinte medicação:

- Infliximab 10mg/Kg (tratamento biológico de 6 em 6 semanas);

- 4,5g salofalk grânulos;

- 1 ampola bebível/dia de mucosa compositum (homeopático);

- 3x dia 10 gotas Podophyllum compositum (homeopático);

- 5000iu / dia suplemento Vitamina D;

- 3 cápsulas de Ómega-3 (Opti3).

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Cupcakes de agrião com creme de batata doce (sem açúcar)

10.03.16 | André

Hoje partilho mais uma receita sem açúcar. Cupcakes de agrião sem açúcar.

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Ingredientes:

  • 2 chávenas de farinha espelta (a receita original recomendava farinha de trigo integral)
  • 4 colheres de sopa de stévia com eritritol
  • 2 colheres de chá de fermento
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 3/4 chávena de bebida de amêndoa + 1 colher de sopa de sumo de limão
  • 140g de folhas de agrião
  • 5g de folhas de hortelã
  • 1 banana às rodelas
  • 1/4 de chávena de azeite
  • 400g de batata doce
  • 2 chávenas de leite de soja
  • 100g de tâmaras

 

Preparação:

  • Numa taça, misturar os ingredientes secos (farinha, stevia+eritritol, fermento e sal). Reservar;
  • Num tigela pequena, misturar o sumo de limão na bebida de amêndoa e esperar cerca de 10 minutos, até coalhar. Colocar este preparado num copo liquidificador e adicionar as folhas de agrião e de hortelã. Triturar bem e adicionar o azeite e a banana;
  • Voltar a triturar até obter um creme macio o homogéneo. Juntar este creme aos ingredientes secos e envolver até estar tudo bem ligado;
  • Dividir pelas formas e levar ao forno durante 18 minutos;
  • Desenformar e deixar arrefecer.

 

Creme de batata doce

  • Lavar e cortar as batatas doces em rodelas e levar ao lume, num tacho com água;
  • Noutro tacho, aquecer a bebida de soja e juntar a pasta de tâmaras para amolecer. Bater com a varinha mágica;
  • Adicionar a batata cozida e triturar com a varinha mágica;
  • Colocar em lume brando até a mistura engrossar. Retirar do lume e deixar arrefecer.

 

Decorar os cupcakes com o creme de batata doce, com a ajuda de um saco de pasteleiro e colocar uma noz no topo.

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Informações complementares:

  • A batata-doce, ao contrário da batata comum, é muito rica em beta-caroteno, luteína e antocianidinas, fotoquímicos com propriedades anticancerígenas. Quanto mais cor-de-laranja for a batata, mais rica será em carotenoides. Cerca de 80% da proteína da batata-doce funciona como um inibidor de protease com um potencial anticancerígeno. Comparado com outras forma de cozinhar, cozer as batatas-doces em água retém mais do seu potencial antioxidante. Além disso, a batata-doce cozida tem cerca de metade do índice glicémico daquelas que são assadas;
  • As tâmaras, embora muito doces, são muito ricas em fibra, vitaminas e minerais, o que poderá explicar o facto de vários estudos sugerirem que tenha um índice glicémico baixo, sendo tolerado mesmo por diabéticos. Por serem muito versáteis, podem ser utilizadas em muitas receitas doces, substituindo o açúcar branco;
  • As bananas, pela sua doçura e textura, são frutos muito versáteis em várias receitas. São ricas particularmente em vitamina B6 e potássio, além de fibra. Quando verdes, as bananas são particularmente ricas em amido resistente. Tal como o nome sugere, este amido resiste à digestão, acabando por chegar ao intestino na mesma forma com que foi consumido. Alguns estudos sugerem que o amido resistente poderá ajudara prevenir alguns cancro ao destruir células pré-cancerosas e redução da inflamação, nomeadamente no cancro colorretal e da mama. O amido resistente encontra-se nas ervilhas, feijões e outras leguminosas, bananas verdes e também em produtos ricos em amido, cozinhados e arrefecidos de seguida, tal como o arroz e a massa. Têm de ser consumidos à temperatura ambiente ou mais baixo – logo que é aquecido, o amido resistente desaparece;
  • Os frutos secos são fonte de gorduras saudáveis contribuindo para a saúde cardiovascular. Poderão também diminuir o risco de cancro colorretal, do endométrio e do pâncreas. As nozes são ricas em ómega-3, ácidos gordos de cadeia curta que são convertidos no nosso organismo em cadeia longa, os quais têm propriedades anti-inflamatórias.  

Seguir o blog por Email

04.03.16 | André

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Ativei uma nova funcionalidade no blog, “seguir o blog por email“, a qual permite a que todos os que inserirem o  ser endereço de email, possam receber automaticamente as atualizações do blog na sua caixa postal.

 

 

Qual a necessidade por detrás de uma doença?

03.03.16 | André

O João tem 5 anos, é uma criança muito alegre e divertida, na 3ª feira passada a mãe atrasou-se um pouco antes de o ir buscar ao infantário, chegou mesmo à hora de este fechar, como ela ainda precisava de comprar alguns alimentos para o jantar, decidiram ir os dois ao supermercado antes de regressarem a casa, mas passados 30 minutos de lá estarem, o João estava cansado e com fome, atirou-se para o chão a chorar e a pedir um chocolate.

 

O que é que os pais fazem normalmente nestas situações?

  • Ignoram?
  • Dão-lhes o que eles pedem/desejam?
  • Dão-lhes o que eles precisam?
  • ....?

Quando estamos doentes, o que é que >90% dos médicos prescrevem?

  • "O que a doença pede/deseja", ou seja, o medicamento para terminar com o sintoma o mais rápido possível!

 

Se a mãe do João ignorasse as necessidades do João e não tentasse compreende-las e se lhe desse o que ele pedia, na próxima ida ao supermercado, o que é que o João iria fazer?

Provavelmente teria o mesmo comportamento!

Compete ao adulto perceber as necessidades que estão por detrás do comportamento da criança, neste caso era o cansaço e a fome, compete ao adulto analisar, compreender e tentar satisfazer estas necessidades.

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Se os médicos tentassem preencher as necessidades que estão por detrás de uma doença, será que esta se manifestaria novamente e com a mesma intensidade?

No inicio desta semana fiz mais uma infusão com infliximab (tratamento biológico), continuo com o mesmo sintoma de há 7 meses, perda de sangue através das fezes. Acham que algum médico perguntou-me sobre a minha alimentação, se tenho tido algum stress no trabalho ou na vida pessoal, acham que se preocuparam em tentar perceber a razão de isto estar a acontecer? As causas? A origem? O que desencadeia?

NÃO, claro que não, as necessidades dos pacientes e das doenças são ignoradas, aí pode estar a chave para perceber as causas, a origem; em vez disso prescreve-se mais e mais medicamentos, até o "by the book" indicar que tenho de ser operado. A doença é como o João, manterá o mesmo comportamento enquanto não a tentarmos compreender e satisfazer as suas necessidades.

Março - Mês Europeu da luta contra o Cancro Colorretal

02.03.16 | André

Março é o mês Europeu da luta contra o cancro colorretal, este cancro é o que mais mata no conjunto de pessoas de ambos os sexos. Existem evidências que através da alimentação e exercício físico, pode-se reduzir muito o risco deste cancro.

 

As recomendações em termos alimentares vão por exemplo ao ponto de limitar a ingestão de carnes vermelhas a 70g/dia, recomendam uma dieta rica em fibras, pobre em gorduras animal, ingestão de bastantes liquidos, sobretudo água, etc.  

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Este cancro mata cerca de 11 Portugueses por dia, a Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino, promove este mês uma série de iniciativas com o objetivo de colmatar as necessidades de apoio e de informação sobre o cancro do intestino, os processos terapêuticos e sensibilizar os cidadãos para as atitudes preventivas desta doença.

 

Referências:

  1. Vencer a Colite, Cancro Colorretal. Disponível em: http://venceracolite.blogs.sapo.pt/tag/cancro+colorretal
  2. Revista Prevenir. Disponível em: http://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/cancro-colo-rectal?pagina=2

 

Fazer da Cozinha uma Farmácia - Reportagem SIC

01.03.16 | André

A importância da alimentação é cada vez mais valorizada no combate às doenças. No passado domingo, dia 28 de Fevereiro, no jornal da noite da SIC foi exibida uma reportagem com a Safira e o seu pai Gabriel Mateus.

A Safira é uma criança com 10 anos que há 5 anos atrás sofreu de um cancro renal. O caso, na altura, gerou polémica porque os pais recusaram os tratamentos de quimioterapia tradicionais e procuraram soluções alternativas.

 

A partir dessa altura o seu pai começou a confecionar as refeições para a filha, o Gabriel é uma pessoa muito dedicada e conhecedora de nutrição e do que é realmente uma alimentação saudável.

  

Nos últimos meses tive o privilégio de frequentar o curso "Fazer da Cozinha Uma Farmácia" e aprender muito sobre alimentação saudável e sustentável.

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A 5ª edição deste curso iniciou-se no dia 25 de Fevereiro, vale a pena assitir, é um grande investimento na nossa saúde.

 

 

 

 

 

 

Vejam toda a reportagem: Fazer da Cozinha uma Farmácia - Reportagem SIC