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Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Muitos de nós conhecem os malefícios do açúcar na nossa saúde, infelizmente está presente numa grande quantidade de alimentos.

 

Hoje, na discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), o deputado do partido PAN, ilustrou com garrafas de dois dos refrigerantes mais consumidos - 'ice tea' e Coca-Cola - para demonstrar que estas bebidas, tributadas em sede de impostos especiais de consumo, são menos açucaradas do que os leites achocolatados, que não são tributadas.

Defendendo assim, que o leite achocolatado deveria ser tributado de igual forma que os outros refrigerantes.

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Aplaudo a entrega do deputado André Silva, em trazer esta tema para discussão e com isso no minimo obriga-nos a refletir. O PAN apresentou uma proposta de alteração ao Código dos Impostos Especiais sobre o Consumo para incluir o leite achocolatado ou aromatizado na lista das bebidas açucaradas sujeitas ao imposto das bebidas não alcoólicas.

 

 

  

 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=7HHaEPaJEbY

A evidência para o consumo de fibras e o risco de cancro colorretal seja forte, até ao momento ainda não existiam estudos que mostrassem os efeitos na sobrevivência depois de um diagnóstico com esse tipo de cancro.

 

Um estudo prospetivo recente acompanhou 1575 pessoas com cancro colorretal ao longo de 8 anos, chegando à conclusão que os pacientes que aumentaram a ingestão de fibras mesmo após o diagnóstico, tiveram uma redução de 18% no risco de mortalidade por cancro e 14% no risco de mortalidade total, a cada 5 g/dia de incremento.

 

Também de acordo com este estudo a fonte da fibra, a fibra dos cereais foi a que esteve mais associada a uma diminuição do risco de mortalidade: por cada 5 g/dia de incremento houve uma diminuição de 33% no risco de mortalidade por cancro e 22% no risco de mortalidade total.

 

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Referência:

  1. Jama Nework, Fiber Intake and Survival After Colorectal Cancer Diagnosis.

 

Em 2015 participei na 4ª edição do curso "Fazer da Cozinha uma Farmácia", foi uma experiência fantástica que ajudou-me a conhecer os benefícios de uma dieta de base vegetal e inspirou-me para continuar empenhado em melhorar o meu estilo de vida.

 

Em Março de 2018, irá arrancar a 9ª edição em Lisboa. A proposta deste curso teórico-prático e também o maior desafio que temos atualmente, consiste em converter todo este conhecimento disponível em prática e poder pessoal.

 

 

Vivemos um tempo de excessos alimentares num mundo onde as doenças não-transmissíveis são a principal causa de morte, sendo responsáveis por mais mortes do que todas as outras causas juntas. Uma grande parte dessas doenças, cerca de 80%, poderiam ser evitadas se alterássemos os nossos hábitos de estilo de vida, ou seja, se fizéssemos uma alimentação equilibrada, exercício físico, não fumássemos e controlássemos o peso.

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A alimentação é uma das formas mais eficazes de reduzirmos de forma significativa o risco de termos cancro e outras doenças. Por outro lado, a dieta que fazemos está longe de ser um problema apenas da esfera pessoal. As implicações do que comemos são transversais a muitas outras dimensões, nomeadamente sociais e ambientais. Nesse sentido, comer bem é um ato de responsabilidade e altruísmo, sendo a melhor forma de cuidarmos de nós enquanto cuidamos do mundo.

 

Referência:

 

 

Há um padrão que me acompanha nos momentos mais desafiantes da minha vida, sejam eles de saúde, pessoal, profissional, ou outro qualquer, que é uma energia interior, a qual se torna o boost da mudança.

 

Em Abril de 2014, estava a meio de uma crise, e senti que era o momento de fazer algo. O que poderia ter impacto mais imediato no meu estado seria a alimentação, pensei eu; e comecei por "cortar" em certos alimentos e fui registando o feedback do meu organismo.

 

Todos os alimentos que contivessem açúcar (sobremesas, chocolates, bebidas açucaradas, bolos,...) saíram do meu plano. Claro, que não foram fáceis os primeiros tempos, mas alternava períodos de 10 / 20 dias sem consumir açúcar, com 1 dia de exceção (sem abusos).

 

Fui alargando os períodos com ausência de açúcar até que a 14 de Novembro de 2015 tive a ultima exceção. Pois é, estou há 2 anos sem consumir açúcar e sinto-me muito bem, com muita energia e extremamente satisfeito deste caminho que me tem trazido outras oportunidades e mudado a minha perspetiva de ver a vida.

 

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Não é o fim, mas o inicio de um caminho, e também de uma forma gradual tenho retirado todos os outros alimentos que contenham hidratos de carbono simples, como as massas (não integrais), arroz branco, pão branco, etc, isto apesar da alguma controvérsia em relação aos alimentos integrais no caso das pessoas com colite ulcerosa.