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Bolo gelado de banana e frutos vermelhos (sem açúcar)

11.01.19 | André

Quando consumimos açúcar ou hidratos de carbono simples, os níveis de glicose sobem rapidamente no sangue. São também já muito conhecidos os malefícios do consumo de açúcar, que promovem o desenvolvimento de ambientes inflamatórios, funcionando como fertilizantes por exemplo para os tumores.

 

Há mais de 3 anos que não consumo alimentos que contenham açúcar, e tenho procurado alternativas, que passam sobretudo pelo consumo de fruta.  No último Natal fiz um bolo gelado sem açúcar, é uma receita simples, e saudável. Deixo aqui a receita.

 

INGREDIENTES:

  • 2 chávenas de avelã ou outro fruto seco
  • 2 bananas maduras
  • 1 chávena de frutos vermelhos (utilizei apenas com amoras)
  • 1 chávena de amêndoas
  • 1/2 chávena de pasta de tâmaras
  • Raspa de 1 limão
  • 1 colher de chá de canela

 

Na noite anterior: Cortar as bananas em pedaços e congelá-las. Congelar também os frutos vermelhos.

No dia seguinte, forrar o fundo de uma forma com aro amovível com papel vegetal.

 

Base: Triturar as amêndoas num robot misturador. Adicionar a pasta de tâmaras e voltar a misturar. Colocar essa mistura na forma, sobre o papel vegetal, e pressionar com as mãos até obter uma camada uniforme.

Colocar a forma no congelador até endurecer.

Triturar as avelãs no robot misturador. Adicionar 2 bananas congeladas e a raspa de limão, e voltar a bater, até obter uma massa homogénea. Retirar 1/4 desta mistura e reservar para a camada rosa.

 

Camada branca: Retirar a forma do congelador e cobrir até formar uma camada uniforme, com a ajuda de uma espátula. Voltar a levar ao congelador até endurecer.

 

Camada rosa: No robot, colocar o 1/4 da mistura reservada e os frutos vermelhos congelados. Adicionar a canela e bater, até obter uma massa homogénea. Retirar a forma do congelador e cobrir até formar uma camada uniforme, com a ajuda da espátula. Voltar a levar ao congelador até endurecer.

Retirar do congelador uns minutos antes de servir.

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A passagem de ano que ninguém deseja

09.01.19 | André

O ditado diz, não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!

Sabem quando adiamos para amanhã, e esse amanhã não chega.

Sabem quando damos algo como garantido, e esse "garantido” desaparece.

 

31 de Dezembro de 2018, entramos na contagem decrescente para receber o novo ano, a família e amigos estão animados, brincam e divertem-se, começa-se a contar as 12 passas de uva, a revisitar os desejos para 2019, afinal só faltam 10 minutos, e….buuummm…gritos, choros, uma brincadeira aparentemente inócua entre um pai babado e um filho que está também a 10 minutos de celebrar o seu 4º aniversário, torna-se num acidente muito grave, olhamos uns para os outros, e agora?

 

Não há tempo a perder, avançamos para o Posto de Saúde, é urgente o António ser visto por um oftalmologista, o 1º diagnóstico indica que terá de ser operado urgentemente.

 

Telefonemas e mais telefonemas, a resposta chega, destino Hospital de São José em Lisboa, são mais de 150 Km, não há tempo a perder, pego no carro e conduzo com muito foco e consciência.

 

A ansiedade aumenta a cada minuto, o nervosismo apodera-se de António, os seus pensamentos não eram agradáveis, nem bons. A esposa dá-lhe um calmante para que possa relaxar, na sua cabeça surgem muitas questões, uma delas é exteriorizada, acreditam que vou ficar bom?

 

Silêncio (…), a situação não é boa, mas vamos fazer tudo para que corra bem.

Respondo ao António, e digo-lhe que acredito que, “Às pessoas boas, acontecem coisas boas! Esta situação está longe de ser agradável, mas Deus vai ajudar-te”.

 

Por volta das 01h30 entramos em Lisboa, muito trânsito e movimento nas ruas, afinal tínhamos acabado de entrar no novo ano que todos querem que seja “o ano”. Apanhamos o 1º semáforo vermelho, nesse instante surgiu-me uma questão:

 

Qual a prioridade neste momento?

E a resposta veio logo a seguir, não era altura para medos, não era altura para ser “politicamente correto”. É altura de manter o foco na missão.

Ligo os 4 piscas do carro, e avanço direito ao destino, todos os segundos contam.

 

Chegados ao hospital, fizemos o registo de entrada e triagem para analisarem a gravidade da lesão.

Pareceu um contrassenso, ao olharmos para o lado e víamos ambulâncias a chegarem com pessoas alcoolizadas e entrarem diretamente para serem assistidos.

 

O António é observado por um médico Oftalmologista que também é cirurgião (Às pessoas boas, acontecem coisas boas), faz alguns exames, e avançam para o bloco operatório.

O médico confidencia que chegamos a tempo, e diz que vai fazer o seu melhor. Restam-nos rezar, e agradecer termos tido os recursos necessários para estarmos ali a tempo de entregar nas mãos da equipa médica, e de Deus o futuro da vista do António.

 

Durante a operação, mantive-me na zona de entrada das urgências e vi das coisas mais lamentáveis e revoltantes que já tinha sentido.

Entravam pessoas alcoolizadas, atrás de pessoas alcoolizadas, que não bastava o seu estado lamentável, muitas delas eram mal-educadas e agressivas para as equipas assistentes, e para os reais pacientes, e familiares.

Não sou pessoa de extremos, e acho que cada pode fazer o que quiser, mas sem que com isso afete ou prejudique os demais.

 

A todos eles, deixo o meu desprezo e revolta, por ao quererem alimentar o seu ego, tiram espaço a quem realmente precisa de ajuda, e que está a lutar pela vida.

Consumindo os recursos públicos e o dinheiro de todos nós contribuintes!  

 

Aproveito para deixar uma palavra de apreço aos médicos, enfermeiros, administrativos, e restante staff do hospital de São José, pela forma atenciosa e profissional como nos atenderam e assistiram o nosso amigo.

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