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Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Qui | 27.08.20

Porque escolhemos não ver?

André

Por vezes sinto-me perdido neste mundo de constante informação e contra-informação. Sinto saudades de ser criança, de ter pouca consciência dos problemas, de sonhar sem os limites que a sociedade nos impõe pelas regras, pelo socialmente correto, por…, por …

 

As orientações médicas focam-se na medicação e nos sintomas, e pouco nas causas ou no que pode contribuir para reduzir esses sintomas.

 

Nota-se alguma resistência a olhar para os estudos que mostram que uma alimentação saudável, exercício físico, evitar a obesidade ou meditação, podem contribuir para prevenir muitas doenças e melhorar a qualidade da nossa vida.

No caso o cancro a Organização Mundial de Saúde reconhece a validade de muitos estudos científicos que apontam para que 40% dos casos de cancro poderiam ser evitados com alterações do estilo de vida.

 

Porque só após um diagnóstico estamos dispostos a fazer alterações na nossa vida?

É mais fácil mudarmos para fugir da dor, do que à procura do prazer.

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@Unsplash, Ryoji Iwata 

 

Entre Março e Maio devido à pandemia espacei o tratamento biológico com vedozulimab de 4 para 7 semanas e apesar de um período mais prolongado sem a medicação habitual, a inflamação do meu intestino (análise à calprotectina) reduziu mais de 50%.

Neste período estava a tomar um suplemento de ómega-3 e vitamina-D, será que ajudou na desinflamação?

 

Referências:

  1. Division of Gastroenterology, Massachusetts General Hospital and Harvard Medical School. Long-term intake of dietary fat and risk of ulcerative colitis and Crohn's disease. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23828881
  2. Cochrane Library. Omega 3 fatty acids for maintenance of remission in ulcerative colitis. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17636844/
  3. National Library of Medicine. Essential fatty acids in health and chronic disease. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10479232
  4. Normalization of plasma 25-hydroxy vitamin D is associated with reduced risk of surgery in Crohn's disease; Massachusetts General Hospital, Boston. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23751398
  5. Protective links between vitamin D, inflammatory bowel disease and colon cancer; Department of Comparative Medicine, University of Washington. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26811638
  6. Association Between Inflammatory Bowel Disease and Vitamin D Deficiency: A Systematic Review and Meta-analysis. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26348447
  7. The importance of vitamin D in the pathology of bone metabolism in inflammatory bowel diseases. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26528347
  8. The Role of Vitamin D in Cancer Prevention. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1470481/?tool=pubmed
  9. World Cancer Research Fund, Cancer Prevention Recommendations. Disponível em: https://www.wcrf.org/dietandcancer/cancer-prevention-recommendations
Sex | 07.08.20

Alimentos a evitar

André

Existem no mundo lugares especiais onde as pessoas têm vidas longas e saudáveis, são as chamadas Zonas Azuis, onde se vive normalmente até aos 100 anos.

 

Se queremos ter uma vida longa e saudável nada melhor que conhecer estas áreas (como Okinawa no Japão, Sardenha em Itália ou Icária na Grécia), que têm sido objeto de extensas investigações para se poder perceber os fatores que influenciam a longevidade destas populações.

Algo que é transversal a todas elas, é a alimentação ser sobretudo de base vegetal (95%) e apenas 5% de base animal.

 

Que alimentos estas populações evitam consumir?

  • Açúcar adicionado (em bebidas ou alimentos);
  • Lanches salgados (batatas fritas, etc): muito sal e conservantes;
  • Doces embalados (rebuçados, biscoitos embalados e doces): calorias vazias, conservantes, aditivos;
  • Estudos epidemiológicos acompanhou mais de meio milhão de pessoas durante décadas e descobriu que aqueles que consumiam grandes quantidades de salsichas, salame, bacon, carnes frias e outras carnes altamente processadas tinham as taxas mais altas de cancro e doenças cardíacas.

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Somos nós capazes de aplicar alguns dos ensinamentos destas populações?

O World Cancer Research Fund (WCRF) mostra evidências convincentes de que o consumo de bebidas adicionadas com açúcar provocam ganho de peso, e obesidade em crianças e adultos. Confirmando também este instituto que as carnes processadas aumentam o risco de cancro colorretal e que a carne vermelha potencialmente aumenta esse risco.  

 

Referências:

  1. American Institute for Cancer Research e World Cancer Research Fund. Interactive Cancer Risk Matrix
  2. Zonas Azuis
Dom | 02.08.20

Porque não consigo meditar?

André

Milhares de artigos científicos comprovam que a atenção plena (mindfulness) melhora o bem-estar físico e mental e reduz a dor crónica.

 

Ao longo dos últimos anos tenho praticado diferentes formas de meditação, aquela que neste momento faz mais sentido para mim e que me ajuda a esvaziar a mente, é na forma mindfulness, em que estou consciente do que estou a sentir, do meu corpo, da minha respiração.

 

Reconheço e tenho sentido os benefícios da meditação e desta forma de estar e observar a vida, como o melhoramento do sistema imunitário, a autoconsciência, empatia, autocontrolo e atenção, e também reduz o stress.

 

Porque é que eu não consigo manter uma prática contínua de meditação?

…alguns dias após iniciar esta prática começo a sentir alterações no meu estado, fico mais tranquilo, a minha “frequência” diminui, mas… passados 20, 30 ou 40 dias inexplicavelmente interrompo...

 

Se sinto os benefícios do mindfulness na minha saúde e bem-estar, porque não consigo integrá-lo de uma forma continua no meu quotidiano?

 

Vocês meditam?

Que estratégias utilizam para manter essa prática de uma forma continua?

 

Obrigado

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