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Sex | 05.02.16

Ano Internacional das leguminosas: porque é que fazem tão bem?

André

2016 é o ano internacional das leguminosas, como recentemente reintroduzi-as na minha alimentação, achei importante partilhar uma noticia publicada no portal Sapo.

 

 

 

2016 foi declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Leguminosas. São alimentos muito completos do ponto de vista nutricional. Ana Rita Lopes, Nutricionista do Hospital Lusíadas Lisboa, explica-nos tudo.

As leguminosas são grãos/sementes que crescem em vagens, sendo consumidas pelos seres humanos desde o início do cultivo agrícola. As leguminosas podem apresentar-se sob diversos formatos, como por exemplo: secas, frescas, congeladas, em conserva prontas a consumir ou a granel.

Em Portugal, a disponibilidade média das leguminosas secas por ano é de aproximadamente 4,1kg por habitante. Apesar dos solos portugueses e das condições climatéricas serem propícias à produção deste alimento, a produção nacional representa apenas 0.04% da produção mundial. A produção nacional das leguminosas apresenta inúmeras vantagens, entre as quais: importância para a fixação de azoto aos solos, produção de matéria orgânica e combate à erosão, alimento completo do ponto de vista nutricional.

A Dieta Mediterrânica promove o consumo de pelo menos duas porções de leguminosas por semana. Já a Roda dos Alimentos Portuguesa refere que a quantidade diária recomendada de leguminosas é de 1 a 2 porções, sendo que uma porção corresponde a: 1 colher de sopa de leguminosas secas cruas (25g) ou 3 colheres de sopa de leguminosas frescas cruas – ervilhas e favas (80g) ou 3 colheres de sopa de leguminosas secas/frescas cozinhadas (80g).

Estes alimentos são muito completos do ponto de vista nutricional, fornecendo quantidade importante de proteína de origem vegetal. Quando o seu consumo é conjugado com cereais, fornecem todos os aminoácidos essenciais ao nosso organismo. Além de importantes fontes proteicas, são excelentes fontes de hidratos de carbono complexos e fibra, com inúmeras vantagens, como: promoção da saciedade, redução da absorção de colesterol e manutenção dos níveis de glicémia estáveis. Apresentam, ainda, um elevado aporte de potássio, fósforo, magnésio, ferro e zinco e vitaminas do complexo B (tiamina, vitamina B6 e ácido fólico).

Saliento que estes alimentos para além do seu ótimo valor nutricional apresentam um custo reduzido, pelo que contribuem para o bom estado nutricional da população e para a melhoria da economia e sustentabilidade do país.

Por Ana Rita Lopes, Nutricionista e coordenadora da Unidade de Nutrição do Hospital Lusíadas Lisboa

 

Referência: