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Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Seg | 31.12.18

Assim foi 2018...

André

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Esta é a altura em que desejos, objetivos, resoluções, e intenções são das palavras mais utilizadas. Em Janeiro de 2018, ficou claro para mim a diferença entre objetivo e intenção, e fiz os meus votos para o ano que estava a entrar.

 

Estava no Alentejo, onde o frio do Inverno misturava-se com o calor do meu coração, fechei os olhos, respirei fundo, senti o ar fresco a descer até aos pulmões, o meu corpo a relaxar, e a conectar-me comigo.

 

Num estado de relaxamento, consigo sentir o que realmente é importante para mim, o que realmente me faz levantar todos os dias da cama, o que realmente quero Ser. As intenções guiam as ações, e quando temos as nossas intenções bem definidas, sabemos o que fazer a qualquer momento. Os objetivos são algo tangível, e devem ter sempre uma intenção por trás.

 

Quais foram as minhas Intenções para 2018?

  • Estar em paz com o fluir da vida
  • Sentir-me saudável
  • Rir todos os dias
  • Definir intenções para os vários momentos do dia

 

Nos primeiros dias do ano que agora termina, comecei a sentir alguns tremores na cabeça. No início, não dei muita importância, mas como os mesmos não pararam consultei uma Neurologista e fiz uma ressonância magnética (RM). Não se conseguiu estabelecer uma relação entre o resultado da RM e os tremores. Por suspeita que estes tremores fossem resultado da medicação (Infliximab) para a colite, e também porque continuava a perder sangue, a minha Gastroenterlologista suspendeu a administração deste fármaco e mais tarde iniciei tratamentos, também endovenoso com o medicamento Vedozulimab.

 

Para quem definiu como intenções para o ano, “estar em paz com o fluir da vida”, e “sentir-se saudável”, o ano não estava a ser muito generoso, com poucos motivos para rir.

 

E agora? – Interroguei-me vezes sem conta.

Que sinais o meu corpo está a dar-me?

 

O como é uma palavra que utilizo cada vez mais, em substituição do porquê.

Porquê a mim? Porque é que isto me está a acontecer?

 

Como vou fazer para mudar o que me está a acontecer?

Respirei, meditei, e observei cada vez mais o meu corpo.

Stress? Tensão muscular? Em que situações é que estes sintomas aparecem?

 

Neurologicamente não foi identificado nada de significativo. Continuo a fazer exames para diagnosticar as possíveis causas, cruzo a informação de diferentes médicos e especialistas, e aceito a situação com tranquilidade, estando em paz comigo, confiante que está tudo bem, e que a Vida me levará pelo melhor caminho.

 

Um grande ano de 2019 para todos!!!

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