Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Ter | 13.10.15

Ómega-3

André

Uma dieta rica em ácidos gordos ómega-3 pode prevenir doenças cancerígenas e cardiovasculares. O ómega-3 é subdivido em duas partes, uma de cadeia longa e outra de cadeia curta, o de cadeia longa (EPA e DHA) tem propriedades anti-inflamatórias, o de cadeia curta (ALA) é convertido no nosso organismo em cadeia longa, mas em pequenas quantidades.

Os Ómega 3 de cadeia longa EPA e DHA são exclusivamente de origem marinha, sendo as suas principais fontes o peixe, marisco e algas. Por sua vez o ácido α-linoleico ALA é um Ómega 3 de cadeia curta que se encontra nos óleos vegetais.

Um estudo efetuado pelo Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School no qual participaram 170805 mulheres, concluiu que um consumo elevado de alimentos com ómega-3 de cadeia longa podem estar associadas a um risco reduzido de colite ulcerosa, em contraste, o consumo elevado de gorduras trans-insaturados pode estar associada com um maior risco de colite.

 

Na tabela em baixo são descritos alguns alimentos ricos em ómega-3 para uma porção de 100g:

Alimento TipoQuantidade de ómega 3Fibra
Sardinha  cadeia longa3,3 g0 g
Arenque cadeia longa1,6 g0 g
Salmão cadeia longa1,4 g0 g
Atum cadeia longa0,5 g0 g
Sementes de chia cadeia curta18,07 g++
Sementes de linhaça cadeia curta8 g++
Nozes cadeia curta9,2 g5,2 g

 

Nota: Não foi possível quantificar o volume de fibra das sementes de linhaça e chia.

sardinha.jpg

No caso do ómega-6, é transformado no nosso organismo em moléculas pró-inflamatórias que promovem a coagulação e o crescimento celular.

Para reduzir o risco de muitas doenças crónicas e para controlar processos inflamatórios é recomendável que haja um equilíbrio entre a quantidade de ómega-3 e ómega-6 ingerida, estima-se que atualmente a dieta ocidental comum contribua para uma relação entre ómega-6 e ómega-3 de 20:1, ou seja consumimos 20 vezes mais ómega-6 do que ómega-3.

 

Referências:

  1. Division of Gastroenterology, Massachusetts General Hospital and Harvard Medical School. Long-term intake of dietary fat and risk of ulcerative colitis and Crohn's disease. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23828881
  2. Cochrane Library. Omega 3 fatty acids for maintenance of remission in ulcerative colitis. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/PMH0013957/
  3. National Library of Medicine. Essential fatty acids in health and chronic disease. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10479232
  4. Instituto Nacional de Saúde Drº Ricardo Jorge

 

 

 

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.