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Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Vencer a Colite

Criança, adolescente, jovem, desportista, saudável. Aos 22 anos fui diagnosticado com colite ulcerosa, e agora?

Qua | 18.04.18

Reforço da crença

André

Há anos escrevi que não se pode dizer com os olhos aquilo que se nega com a palavra. Diria que foi a experiência da doença que me tornou mais sensível. Como se tivesse esticado a corda do violino e esta vibrasse ao menor toque, com maior intensidade e frequência. Por isso, mais do que uma mudança sofri uma evolução, que introduziu outra doçura na relação com as pessoas.

=== João Lobo Antunes, neurocirurgião ===

 

Tenho colite ulcerosa há sensivelmente 19 anos, durante este período passei por vários estados em relação à doença. - Ignorei, revoltei-me, aceitei. 

 

Já tive crises de me levar ao "tapete", outras em que consegui manter-me de "pé", também já esteve em remissão e agora estou bem, mas ainda com algumas perdas de sangue.

 

Na doença como na vida, temos momentos altos e outros mais baixos. Em todos eles há aprendizagens, sobretudo nos mais complicados, em que podemos tirar mensagens importantes para nos tornarmos mais fortes e resilientes.

 

Novembro de 2015 - Consumi pela última vez (até hoje) alimentos que contivessem açúcar.

Voltei a consumir leguminosas (não consumia desde que me tinha sido diagnosticado colite em 1999), sobretudo grão e feijão.

 

Dezembro de 2015 - Calprotectina fecal, as quais apresentam uma correlação proporcional ao grau de inflamação do intestino. Fiz esta análise, a qual deu um resultado de 790 ug/g - Valores elevados de Calprotectina são geralmente detetados nas fezes de pacientes com Doença Inflamatória Intestinal ativa.

 

Janeiro de 2016 - Consumi pela última vez (até hoje) carne vermelha.

 

Fevereiro de 2018 - Nova análise à calprotectina fecal, resultado 119 ug/g!!! - Uau, que espetáculo!

 

Nota: Os valores de referência para a Calprotectina Fecal são: Negativo: inferior a 50ug/g; Indeterminado: 50,1 a 150,0 ug/g e Positivo: superior a 150,1 ug/g.

 

Desde o final de 2016 até ao inicio de 2018, a medicação principal manteve-se inalterada, tratamento biológico infliximab e salofalk grânulos. 

As grandes mudanças ocorreram sobretudo na alimentação, em alguns suplementos que introduzi, como ómega-3 e vitamina D, e também em termos emocionais, nomeadamente na forma como encaro a vida.

 

Este resultado só vem reforçar a crença que estou no caminho certo!

 

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Referências:

  1. Sapo LifeStyle, Germano de Sousa; Teste da Calprotectina no diagnóstico das Doenças Inflamatórias Intestinais.

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